domingo, 7 de junho de 2009

Os Nossos Mestres

Isto aqui é mais um desabafo, do que propriamente um post sobre tecnologia embora ainda envolva a tecnologia de alguma forma.
Hoje estive estudando para prova de amanha, se bem que estudar para a prova não é sinonimo de decorar um gabarito, previamente cedido pelo professor ainda usado com aula de revisão. Pois bem...
Minha conduta como estudante é interagir, buscar informação, correr atrás, como qualquer um que goste do que faça e tenha fome de conhecimento. Me dar um gabarito pra estudar é simplesmente ignorar tudo aquilo que preso como alguém que acredita que pode fazer parte da construção do conhecimento.
Isto me lembrou o tema de redação que caiu no vestibular da USP a alguns anos atrás que era: "os mestres que temos e os mestres que queremos ser"
Este tema vem recorrente a minha mente sobre o tipo do profissional que quero ser, vinha a minha mente sempre que eu entrava em uma sala de aula, eu era comprometido, tinha didática, e conhecimento para fazer do meu serviço um serviço de valor. eu preparava as aulas minuciosamente e me empenhava de verdade.
E quando resolvo estudar novamente, acertar os passos com o futuro, vem a minha sala um profissional que nada tem a me acrescentar, primeiro, por que é incapaz de redigir um texto de forma clara, concisa e bem estruturada gramaticalmente. Segundo: Uma pessoa acreditar que não há nada que não ela conheça contraria todos os princípios socráticos de concepção da visão de cientistas. Terceiro: a falta de humildade em reconhecer erros, e tentar melhorar e a quarta e ultima é que eu acredito simplesmente inconcebível um professor universitário não dominar com plenos conhecimentos a matéria que leciona, passar aos alunos conceitos absurdamente erróneos, e ainda dar um gabarito da prova com duas semanas de antecedência por preguiça de corrigir provas.
desta reflexão me surge a pergunta: como um profissional sai de uma faculdade com este nível de professor e vai para o mercado de trabalho. Das duas uma: ou o cara não sai preparado e queima a faculdade com um todo no mercado ou o cara corre por fora para ser um bom profissional e garantir o seu.
Eu sou do segundo tipo, porem pago caro para alguém me ensinar, não estou ainda encontrando dinheiro em todos os cantos, nem gasto com tempo que poderia ficar com minha família, nem com combustível do deslocamento do serviço a faculdade.
a verdade é que eu não quero ter méritos por tirar nota máxima em uma prova cujas respostas foram telegrafadas, quero méritos por tirar nota máxima em uma prova cuja a dificuldade e o grau de exigência contemplem o meu esforço para o com o saber.
Fico pesaroso com relação ao futuro, com relação aos novos mestres, crias de "mestres" como estes que não tem aptidão, conhecimento ou domínio pleno para lecionar, professores que encaram o ensino universitário como um "bico" para completarem sua renda.
A tal Democratização do ensino superior, a falta de um processo seletivo honesto, e o jeitinho brasileiro está culminando neste tipo de prática, onde qualquer um se forma, qualquer um dá aula e quem quer aprender tenha de alem de pagar um curso de graduação torrar seu dinheiro em livros, apostilas, curso complementares.
Não são todos profissionais que são assim, tenho professores excelentes, com um conhecimento imenso, com uma didáctica excelente e com vontade de ensinar, tive e tenho professores que se tornaram meus colegas, que trocamos email e que compartilhamos conhecimento de diversas áreas. Com estes eu aprendi muito e sou muito grato por isso, valeram cada centavo investido, embora a conduta das universidades em suas seleções e de alguns membros do corpo do docente é reprovável e lamentável.
agora ficam as questões do desabafo: é esse o futuro do ensino para as gerações que virão para mercado? É esse tipo de educador e que o país precisa? É este tipo de universidade que responderá pelos profissionais que virão? É esta a construção da tecnologia e do conhecimento que queremos?
pra estas eu so tenho as minhas respostas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Como Zerar um Disco de Maneira Segura

Bom companheiros, após o longo hiato de posts aqui neste blog, eu volto.. sem entrar em detalhes a pause se deu por ... trabalho, estudo, estudo, trabalho e alguns cursos paralelos... e ainda ha tempo para namorar, e vive e todos os etc.
mas vamos ao que interessa...
Fiz um curso sobre forense computacional... é a sacada é segurança, incident response, penetration e vulnerabilidades.
O curso é excelente, vale cada centavo. Mas ficou uma pergunta sem resposta,que não era inerente ao curso e sim a minha preocupação.
Essa semana precisei emprestar um HD, e fiquei pensando uma maneira de zerar tudo aquilo, e eliminar a possibilidade de uma forense no disco. No Windows existe uma freetool chamada Eraser. ela simplesmente aloca bits de maneira aleatória por todo hd e existe um tal de método de Guttman, desenvolvido por Peter Guttman que afirma se fizer um eraser isso por 25 vezes é impossível recuperar qualquer dado.
ai fiquei pensado existe como fazer isso com o Linux? Após uma pesquisa boa em alguns livros de referencia achei uma maneira com o comando dd e outra com o cat
vamos começar pelo cat, é o menos efetivo mas funciona tbm, ainda se pode localizar strings porem o investigador precisa ter alguma habilidade
o comando é:
# cat /dev/urandom > /dev/(local)

o negocio é simples com dd o comando substitui os dado do HD por bits 0 ou por bits randomicos.
o comando é:
bits zero
#dd if=/dev/zero of=/dev/(local do HD. ex: hda, sda, hdb1)

random bits
#dd if=/dev/urandom of=/dev/(local do HD)
mas esse método o serve pra usuários domésticos para grandes corporações e entidades governamentais cujos dados são extremamente confidenciais é necessário uma segurança maior e para isso se usa o shred, quem já vem disponíveis na distribuições atuais, caso não encontre é so dar um aptitude install shered
O shred é um comando que alem de usar o método de guttman por default, ainda modifica as trilhas magneticas do HD
o comando do shered é:
#shred -n 3 -z /dev/(local do hd)
o -n é o numero de gravações com padrões magnéticos diferentes serão executados
e o -z serve para gravar tudo com bits zero na ultima gravação
vou colar um help do shred, mas qualquer duvida é so dar um shered --help
shred [OPTIONS] FILE [...]
DESCRIPTION

Overwrite the specified FILE(s) repeatedly, in order to make it harder for even very expensive hardware probing to recover the data.

Mandatory arguments to long options are mandatory for short options too.

-f, --force
change permissions to allow writing if necessary
-n, --iterations=N
Overwrite N times instead of the default (25)
-s, --size=N
shred this many bytes (suffixes like K, M, G accepted)
-u, --remove
truncate and remove file after overwriting
-v, --verbose
show progress
-x, --exact
do not round file sizes up to the next full block
-z, --zero
add a final overwrite with zeros to hide shredding
-
shred standard output
--help
display this help and exit
--version
output version information and exit


para arquivos localizados um hdparm também resolve
# hdparm --security-set-pass PWD /dev/sdb
# hdparm --security-erase PWD /dev/sdb


há ainda uma quarta maneira que é o Darik's Boot and Nuke ou dban. o Dban é um live cd de boot que faz o mesmo processo
o link é dban.org
são varios métodos e todos tem um pró: limpa tudo e impossibilita alguém acessar seus dados particulares e um contra: demora muitas horas, portanto paciência é uma virtude mais que necessária neste caso.
eu ainda estou engajado na pesquisa deste topico e aceito contribuiçoes
referencia bibliografica
MORIMOTO, Carlos E.Linux:ferramentas técnicas.Rio Grande do Sul:Sul editores 2006 pp 190