quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

T.I na U.T.I

Não é de agora que os profissionais da área de T.I vem reclamando dos seus cada vez mais baixos salários, da massificação da área e da generalização do tratamento entre bons e maus profissionais (sim eles ainda estão e se mantem na área!).
Parte da culpa disso é do governo ou do desgoverno como preferirem, da nova política de educação e, pior, do critério da seleção dos alunos que entram em uma faculdade. E isso é geral.
A educação e formação de um profissional é algo que não tem sido levado a sério nestes últimos anos com a "democratização" do ensino superior. As faculdades viraram um negócio lucrativo e sem qualidade. Não muito antigamente os vestibulares eram tão criteriosos e as vagas tão limitadas que era preciso dedicação, estudo, comprometimento e o saber real.
O ensino até o ponto do vestibular já não era boa coisa e vem piorando em ritmo acelerado. O nível de um aluno formado é praticamente de um iletrado, as crianças entram na escola com inocência, que lhes é tirada de uma paulada só e substituída por um vazio. A cultura geral ao sair da escola é mínima, o português é sofrível, a matemática é péssima, e a vontade de estudar é praticamente nula.
Depois um cidadão desse entra na faculdade, faz um vestibular online, onde até uma criança de sete anos passa, sem estudar previamente e ingressa na faculdade.
As faculdades por sua vez precisam do dinheiro que esse aluno sofrível do colegial paga todo mês e usa o delicado"jeitinho brasileiro" para leva-lo até o ultimo ano sem maiores contratempos.
Esse profissional munido de diploma vai para o mercado, por lábia passa na entrevista, se encosta no primeiro cara que estudou a vida inteira e fica lá sugando, se esquivando e recebendo por isso.
Esta falta de critério de formação baixa o salário de todos, a final o capitalismo é selvagem, por que eu vou contratar um cara com uma prática e um estudo dedicado, se posso contratar um meia boca recém formado e pagar bem menos?
Essa é a realidade que se vive na área, frustração de alunos que se dedicaram ao longo de uma vida pelo conhecimento x alunos que querem um diploma fácil e rápido, Professores frustrados por querer realmente ensinar e ver aprender x professores folgados, que querem o seu $ no bolso, e não possui comprometimento algum.E pra finalizar, donos de escola, coordenadores e diretores, que fazem valer a lei do mínimo esforço e máximo pagamento.

P.S: é sobre isso que estou falando!

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